Será que estou ficando surdo?

   Está com dificuldades em ouvir e conversar em ambientes sociais? Não ouve o telefone tocando ou aumenta o volume da TV? A família reclama que você não está entendendo o que estão dizendo?  Talvez esteja na hora de verificar como está a sua audição!

    A audição é extremamente importante na nossa comunicação e na nossa vida social.  Para nos comunicarmos com os outros, é preciso que escutemos bem, para então o cérebro entender a mensagem e formular uma resposta. Quando se perde a capacidade auditiva, a comunicação se deteriora, levando a um isolamento social, frustrações, e até depressão, além de piorar estados demenciais já existentes. A medida que a audição vai piorando,  pode também haver comprometimento da memória, linguagem, atenção e concentração, afetando a qualidade de vida.

  O envelhecimento natural é uma das principais causas da perda auditiva. Cerca de 11% dos pacientes entre 44 e 54 anos já apresentam algum grau de perda auditiva. Este percentual sobe para 25% entre as pessoas de 55 e 65 anos, e chega a quase 50% da população com mais de 70 anos. Acredita-se que a hereditariedade e a exposição crônica a ruídos altos são os principais fatores que contribuem para a perda de audição ao longo do tempo. Outros fatores também podem acelerar a perda de audição, como o uso de medicamentos ototóxicos, infecções, tabagismo, hipertensão e diabetes.

  A perda auditiva pode ser diagnosticada e quantificada em graus após exame do ouvido pelo médico otorrinolaringologista e pela realização do exame audiométrico.

  Uma forma de minimizar os efeitos negativos da deficiência auditiva é a utilização dos recursos tecnológicos como os aparelhos de amplificação sonora individual (AASI), também chamados próteses ou aparelhos auditivos. Os avanços tecnológicos dos aparelhos auditivos nos últimos anos melhoraram significativamente o seu desempenho, minimizando as más experiências que eram comuns antigamente. Atualmente, os aparelhos são equipamentos individualizados, digitais, programáveis, versáteis, leves e menores, com controles de fácil manipulação por qualquer pessoa, inclusive pelos idosos. Alguns modelos até se conectam ao telefone celular por meio de aplicativos!

  

      Um programa de reabilitação auditiva é essencial para auxiliar a pessoa na adaptação do  aparelho auditivo,  e a ajudar os familiares a lidarem com as dificuldades resultantes da perda auditiva.

       Algumas dicas para a família ajudar na comunicação da pessoa com perda auditiva:

 • Preste bem atenção na pessoa quando ela falar, não dê atenção a outra tarefa;

 • Fique sempre de frente para a pessoa, fale devagar e com a voz baixa, não grite (gritar pode distorcer o som e dificultar o entendimento);

 • Use gestos, figuras, listas de palavras e outras formas para se expressar, se necessário;

 • Faça pausas, seja repetitivo se for preciso. Ao repetir, fale a frase completa, não somente a última palavra;

 • Peça para a pessoa repetir o que lhe foi dito para ter certeza de que ela realmente entendeu o que foi falado;

 • Converse em lugares tranquilos, sem muito barulho;

 • Ao explicar uma tarefa, faça da forma mais simples e devagar, para não confundir;

 • No caso de uso de aparelhos, certifique-se de que as pilhas estão funcionando. Verifique as datas em que as últimas pilhas foram trocadas;

 • Não tente retirar a cera do ouvido com objetos;

 • Não restrinja suas atividades sociais somente por causa da perda auditiva. O isolamento social compromete a qualidade de vida da pessoa idosa, e agrava a dificuldade de comunicação.

     E sempre procure ajuda do seu médico otorrinolaringologista para auxiliar nas dúvidas, realizações de exames e indicações de aparelho auditivo. Cuide bem dos seus ouvidos!

March 29, 2016

Erica Kayoko Nakamura